2ª PARTE: PROVIDÊNCIAS
Quando estava prestes a abaixar a chave-mestra de desativação do CTI, o cientista-analítico viu na tela do computador que aquilo já não adiantava mais. Endereçou um rápido olhar para a plataforma de atuação.
Vazia.
Então ele voltou-se novamente para o painel e acionou o sistema de retorno.
Mas nada aconteceu!
Assustado, verificou no computador o que havia de errado e foi tomado por um pânico instantâneo. No auge da incredulidade, descobriu que o sistema de rastreamento fora desativado. Pior ainda, o ponto de destino havia simplesmente sido apagado da memória do computador!
Perdeu valiosíssimos segundos em sua perplexidade.
Era inacreditável, aterrador! Aquele maluco não sabia que com isso colocava em risco a existência de todo o Multiverso? Essa atitude poderia fazer com que ele próprio, juntamente com todos os universos, deixasse de existir! Ele não apenas se condenara como condenara consigo o Multiverso inteiro!
A não ser que alguém tomasse uma providência.
Antes que fosse tarde demais, o que aconteceria em no máximo alguns minutos!
O modesto analista de dados, que naquela manhã chegara ao Instituto contando com um plantão calmo e sem surpresas, começou a correr contra o relógio como jamais fizera antes em sua longa vida. Não podia perder tempo. Agora tudo dependeria apenas dele e de sua rapidez.
Tudo, literalmente.
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O cientista iniciou o que seria a missão de sua vida. Sem parar de trabalhar no computador, olhou para o mostrador do CTI e viu que 11 segundos já haviam transcorrido do unitransporte realizado. O computador forneceu os primeiros dados: considerando a massa unitransportada e a natureza da matéria utilizada como meio de penetração no Microverso (ele não sabia de que matéria se tratava e nem pesou em perder tempo indagando isso ao computador), o simulacro energético retirado do ponto de destino levaria três minutos, quarenta e oito segundos e um centésimo para entrar em colapso, contados a partir do momento em que o unitransporte fora realizado. Se a quantidade de matéria enviada fosse grande (como uma pequena espaçonave, por exemplo), o prazo de estabilidade seria muito menor. Ainda bem que não era esse o caso.
De qualquer forma, não haveria tempo para retirar de dentro do compartimento de projeção a matéria utilizada como meio de entrada no Microverso (qualquer que ela fosse), localizar um laboratório onde houvesse algum equipamento de desintegração disponível, chegar com o objeto ao local e conseguir acesso para utilizá-lo. O procedimento de destruição seria uma das duas únicas opções ainda viáveis para evitar o desastre iminente. A outra, claro, seria a reposição da carga enviada. Para isto, seria preciso ir ao encalço do insano fugitivo e trazê-lo de volta com toda a carga que levara (algo inviável, dada a aparente impossibilidade de rastreá-lo e localizá-lo dentro de toda uma galáxia desconhecida e sem qualquer ponto de referência). Então, só lhe restava um caminho: o de improvisar, “seqüestrando” do Microverso de destino uma porção de matéria exatamente equivalente ao lote enviado, tanto em tipo quanto em quantidade, levando-a em definitivo para o universo do povo cientista.
Olhou para o mostrador de tempo: 20 segundos já haviam se passado.
O computador não cessava de fornecer as informações solicitadas pelo cientista, que não podia se dar ao luxo de ficar refletindo sobre elas. Seus dedos corriam sem interrupção sobre as teclas. Ele mal conseguia memorizar os dados recebidos, antes que a tela fornecesse outros novos.
A máquina expeliu de uma fenda a lista que continha a quantidade exata de matéria orgânica viva, matéria mineral sem vida e energia que havia sido transportada ao Microverso. O cientista apanhou o cartão com a lista e o colocou em um bolso, sem parar de trabalhar no teclado.
Programou o CTI para realizar o próximo unitransporte sobre um ponto qualquer da matéria que estava no compartimento de projeção, assim que alguém pisasse sobre a plataforma de atuação. Não se esqueceu de também reativar o sistema rastreador do computador.
Pegou um cronômetro especial e o acertou com o mostrador do computador no instante em que este indicava 47 segundos exatos transcorridos desde o último unitransporte realizado, além de ajustá-lo para interromper a contagem e iniciar uma nova assim que ele próprio fosse unitransportado.
Saiu correndo em direção aos armários. Em tempo recorde, vestiu o traje espacial e abasteceu-se de oxigênio e alimentos o melhor que as circunstâncias permitiram. Também pegou o aparelho sinalizador de retorno, que, quando ativado, transmitiria o comando para que o CTI o trouxesse de volta do Microverso.
Enquanto corria, agora em direção à plataforma de atuação, olhou novamente em seu cronômetro.
3 minutos e 42 segundos.
Equipar-se adequadamente para a operação consumira um tempo precioso. Desesperado, o cientista deu um salto incrível e caiu sobre a plataforma.
3 minutos e 45 segundos,
Seguindo a programação de emergência que o cientista havia previamente introduzido no computador, o CTI ativou o campo energético da plataforma e sugou as micromatérias da área no mínimo tempo possível.
Então o novo unitransporte foi realizado.
Oi vida!
ResponderExcluirVejo que minha amiga Lu já aderiu ao fã-clube do Alê!
Espero que ela fique como eu ...roendo as unhas com vontade de "mais",rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs!
Estarei aqui,sempre no aguardo de um novo post ok?
Sempre em "stand by",quando se trata da estória do Multiverso!
Beijão imenso em ti amore
Tua fã n°ZERO
EU